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Fim.

domingo, fevereiro 28, 2010 , , , , 17 comentários

Antes o título se referisse ao fim do blog, mas não. É fim de namoro mesmo. Veio totalmente inesperado pra mim e está sendo difícil assimilar.

Viajei a trabalho no começo da semana, antes de ir tivemos uma briga mas que também resolvemos antes de eu viajar. Foi pelo mesmo motivo que desencadeia quase todos nossos desentendimentos: a falta de demonstração de carinho da parte dela, que me deixa irritada, que me faz ser grossa, que faz ela ser ainda menos carinhosa que me deixa insegura e assim vai, um never-ending-circle.

Na conversa que seguiu a briga eu achei que a gente tivesse finalmente se entendido direito e que tínhamos dado um passo para a frente. Viajei totalmente apaixonada, como sempre fui. Enquanto eu estava fora conversamos pouco mas normalmente, eu estava muito ocupada, ela parecia compreensiva. Sexta a noite saí com a Pri, do DUPA. Foi muito bom finalmente a conhecer pessoalmente. O assunto mais comentado da noite foi definitivamente os nossos respectivos namoros. Eu, toda "panaca" que sou, comentei da falta de carinho mas que era o jeito dela, que nos amávamos, que eu me casaria com ela, mimimi. Mandei mensagens babonas de saudades, não via a hora de voltar.

Hoje, a caminho de casa, recebi uma mensagem dela dizendo que queria conversar comigo, para eu ligar quando chegasse, não interessava a hora, e que se eu não estivesse muito cansada da viagem ela viria conversar comigo. Cheguei a 1h 30m da madrugada, liguei e ela veio. A recebi com um abraço caloroso, estava mesmo com saudades mas eu sabia que tinha alguma coisa errada ou ela não teria falado que queria conversar. Confesso que pensei que ela tivesse me traído, uma ex dela que agora mora no exterior esta na cidade e elas se viram durante a semana. Imaginei que ela viria, confessaria, eu teria muita raiva mas tentaríamos resolver, sei lá.

Quando disse para ela falar ela hesitou, perguntei "o que você fez?" "Eu não fiz nada!" foi a resposta. Eu sei que ela sabia do que eu estava falando então já não era isso. "Fala logo!" ela chora "Prometi que não ia chorar". Eu sabia que era sério, normalmente ela não chora.
Ela disse que entendia todas as minhas reclamações por falta de carinho e que eu tinha razão, que ela não sentia mais o mesmo, que éramos mais amigas do que namoradas. Absurdo! Calunia! Ela pediu para eu a abraçar, eu abracei. Eu amo ela com todas as fibras do meu corpo, falamos disso na ultima briga. Eu olho pra ela com cara de idiota apaixonada com quase 2 anos de namoro, tenho tesão, quero perto, quer junto, quero beijar. Ela não, pelo jeito. Todas as vezes que eu falei que parecia que ela não gostava de mim eu estava certa, ela que me enganava dizendo "Como não gosto? Passo o dia todo, todos os dias do teu lado! Se não gostasse não passaria." E olha que não foi só uma vez que ela alegou isso.

Ela teve outras chances de terminar comigo, quando eu mesma já tinha terminado ou estava certa de que não tínhamos muita esperança ela vinha e falava que era idiotice minha. Agora que eu estava mais forte do que nunca, mais apaixonada do que nunca, mais confiante do que nunca, agora ela percebe que eu estava certa mesmo? Como assim!!!! Primeiro eu não acreditei muito nisso, não fazia sentido, ela deve estar exagerando, não é possível. Eu nem me desesperei muito porque não podia ser sério mas ela continuou lá, chorando e irredutível. Pedi pra deitar do meu lado, ela não quis.

Aí veio a raiva, o ódio. Que merda! Porque ela me enrolou? Porque me enganou? Falei que ela tinha me iludido, me feito voltar a acreditar numa coisa que já não existia mais. Que ela tinha sido egoísta, que deveria ter me deixado ir quando eu terminei com ela e tinha interesse em outra menina. Falei que ela tinha me feito de idiota e que eu era muito muito muito burra por ter acreditado nesse amor, por ter insistido, por ter me dedicado, por ter viajado por ela, investido nisso. Ela chorou mais. Eu chorei mais. Chorei no colo dela. Fiquei com raiva, acusei mais um pouco de ter me iludido, falei e falei de novo que eu era uma burra idiota. Ela perguntou se devia ir embora, falei que eu queria pedir pra ficar mas honestamente queria mandar ela se foder. Ela falou que iria embora, pedi que trancasse a porta quando saísse. Pego a chave dela outra hora.

Assim que a porta do apartamento se fechou a do quarto da minha mãe se abriu. Ela veio, sentou do meu lado, segurou minha mão, perguntou o que tinha acontecido. Contei por cima, chorei, xinguei, falei que quem perdia era ela. Que o problema era ela. Que a minha parte eu fiz. Acredito em tudo isso, mesmo que parcialmente. Eu faria tudo por ela, agora não vou mais me rebaixar. Ela tá perdendo a pessoa que mais amou ela na vida, eu a que mais amei. Não acho que ela realmente tenha percebido o que estava fazendo antes dessa semana, mesmo assim é muito injusto. Me sinto enganada. Como se tivesse me dado um futuro com ela e agora arrancado.

Desde então a raiva troca de lugar com a tristeza em um rodízio constante.
Não consigo acreditar que não tenho mais a Namorada. Preferia só odiar.
Então nesse final de semana Namorada e eu levamos a minha mãe para passar uns dias na casa da minha tia em uma praia aqui próxima. Fomos pela manhã, passamos o dia lá com a minha mamãe e Namorada e eu voltamos a noitinha. Lindo. Tudo tão bonito que esquecemos completamente do pedágio no meio do caminho. Íamos conversando tão alegremente que ninguém lembrou desse pequeno detalhe até estarmos literalmente na fila do negócio e nos darmos conta que a gente não tinha uma moedinha de 5 centavos sequer. Tínhamos ZERO DINHEIROS. Não tinha nem moeda perdida no cinzeiro, no fundo da bolsa, na dobra do banco, NA-DA.

E quem foi o filhodaputa que decidiu que pedágios não aceitariam cartões? Tipo, quer situação mais necessária do que essa? Você tá no meio da estrada, a sabe-se lá quantos Kms do caixa eletrônico mais próximo, sem ninguém pra pedir um troquinho emprestado, sem alternativas, sem saídas, sem chances. Se você, assim como nós, estiver sem dinheiro vivo meu amigo, é o seu fim.

Daí que a moça da cabine chamou o carinha que cuida das coisas por lá pra nos ajudar a dar a volta e ir para a outra pista porque não há alma caridosa nesse mundo que vai nos deixar passar por aquele pedágio. Pode isso? Íamos ter que voltar! E voltar pra onde Jesus? Até onde eu sabia a gente bem que poderia ter que voltar atééééé lááááá na praia e pedir as moedinhas emprestadas pra minha mãe porque eu não via possibilidade de encontrarmos um caixa em lugar algum. Mas tá, o carinha super solicito de colete amarelo marca-texto pede para um CAMINHÃO, um cami-fucking-nhão!, dar uma "rézinha" para eu ter espaço para voltar e sair da fila, o dito carinha do colete amarelo marca-texto vai parando o transito que vinha a toda na BR, B-fucking-R! para eu cruzar as sei lá quantas faixas de rodagem que tem no pedágio até alcançar a divisa entre a faixa que vem e a que vai, onde o carinha do colete afastou um baita negócio grandão que serve de mureta entre as faixas para que eu seguisse na direção de volta. ¬¬'

Eis que nesse momento o carinha-solicito-do-colete-amarelo-marca-texto me pergunta "vocês são daqui?" e eu, ignorando o fato que a placa do meu carro é da minha cidade de origem, respondo "uhum" como se isso fosse fazer R$1,10 magicamente na mão do cara para ele me dar. Aí ele me pergunta "vocês não conhecem o desvio aqui?" SIIIIIM Siiiiiim! Namorada já havia ouvido falar nesse desvio! Diz que fica um pouco mais longe para dar a volta pelo pedágio e tals mas na falta do dinheiro que abre as portas da BR, que escolha tínhamos? "Olha, já ouvi falar mas não sei onde é". "É fácil, mas tem que passar em uma ponte pênsil, você tem medo de ponte pensil?" Bah amigo, eu não tinha medo de ponte pênsil até você me perguntar se eu tinha medo, eu deveria ter? "Não, tenho medo não". "Ah tá, porque passa carro lá tranquilo, seu carro não é rebaixado né? - olha para baixo - iiih é sim". Meu carro não é rebaixado, é inclusive de um modelo que é até bem altinho para a categoria, se aquilo seria baixo de mais para esse trajeto e essa tal ponte então olha, só trator! Eu não ia me render assim sem lutar. "Não é não!". "Ah, parece... Mas passa sim, passa carro lá tranquilo" Quanto mais ele repetia isso mais eu pensava que ele tava querendo SE convencer de que passa carro na tal ponte pensil. A gente tava bem sem alternativa e quando um funcionário do pedágio te ensina a burlá-lo você deve agarrar a oportunidade né!

Direções dadas, lá fomos nós. Uma estradinha de chão terrível, cheeeia de buracos, totalmente escura e deserta e a cada curva eu pensava "é agora que vai ter uma emboscada e a gente vai morrer, maldito carinha-do-colete-amarelo-marca-texto, deve estar mancomunado com a gangue que assalta pobres moças indefesas nessa estradinha!" Quando sobrevivemos sem incidentes e chegamos ao asfalto eu pensei "Merda, o carinha do colete não falou nada sobre asfaltos antes da ponte-pensil-da-morte!" mas logo a frente a Namorada enxergou a tal ponte, o lado bom: estavamos no caminho certo, o ruim: a ponte tinha sim motivos pra assustar.

Cara, a ponte tinha malemal a largura de um carro, tive que cuidar com os espelhos na hora de entrar. Eu resolvi nem pensar muito, era noite, eu não enxergava direito a situação do rio abaixo, só sei que por garantia a Namorada abriu a janela dela falando "Olha, vou abrir porque vai que a gente caia na água né, aí a janela trava e tals, assim eu posso sair" e eu já fui logo abrindo a minha também né... vai que. A ponte tinha o chão todo de madeira preso por cabos de aço e assim que o carro saiu da terra firme ela começou a se balançar toda. Perto da outra margem a coisa sacudia de um jeito que eu só conseguia me concentrar em manter o pé no acelerador para sair daquilo logo.

No final, quando a gente tava do outro lado, veio uma sensação fantástica aventura bem sucedida. Reparamos no quanto a lua cheia estava extraordinariamente grande naquela noite do meio do mato e pensamos que aquela seria uma história que a gente ainda ia contar muitas vezes e rir ao pensar no carro em cima da ponte pênsil do carinha do colete amarelo marca texto. No final chegamos em casa, mesmo que por um caminho muito mais longo, sem pagar o tal pedágio. Tudo isso por R$1,10.

Na verdade eu teria pago muito mais pela aventura com a Namorada!
Se tem uma coisa que eu não esperava sentir antes de ter filhos adolescentes é essa agonia que me dá quando a Namorada não responde minhas mensagens nem atende o celular a noite.

Quando a gente começa a criar asinhas e sair a noite e nossos pais ficam em casa todos insones, preocupados e agoniados até estarmos a salvo no conforto das nossas caminhas a gente acha exagero deles, dá de ombros quando eles pedem que por favor liguemos para casa para assegurarmos que chegamos bem ao nosso destino, que estamos bem, que vamos ficar seguros e mimimi. Aí eles nos dizem que quando nós tivermos nossos filhos nós entenderemos. E a gente fica na mesma porque pensa que ainda vai demorar taaaaanto até lá que nem importa.

Pois bem, eu estou bem longe de ter filhos, quanto mais de ter filhos adolescentes, mas já sei bem como é. Tanto que cá estou eu sem conseguir deitar a cabeça no travesseiro.

Como dito no post anterior, estou no interior, e portanto longe da Namorada. Mesmo assim a gente sempre se acha no msn eu acaba trocando mensagens de boa noite mas hoje eu fiquei sem noticia nenhuma, mensagens não foram respondidas e o celular não foi atendido. Eu nem deveria me importar porque é meio típico dela largar o celular por aí e eu até sei onde ela deve estar a essas alturas e tudo mais mas o problema é só um: eu amo. Amo pra caralho. E isso implica naquela preocupação toda exemplificada acima pelos nossos paranóicos pais de alguns anos atrás.

Sou uma bobapaixonada panaca e não consigo evitar a preocupação. Já fico pensando em todas as merdas que podem ter acontecido. Que talvez ninguém queira me avisar das merdas porque eu tô longe, tenho 600 km pra dirigir até chegar lá e já volto amanha de qualquer jeito e mimimi. Filhos adolescentes e namoradas amadas não sabem o quanto isso é cruel, não sabem mesmo.
E pra eu ter uma boa noite de sono seria tão simples...
Não sou muito boa nesse negócio de esperar.
Definitivamente.

Em uma noite de uma quarta-feira como outra qualquer, esperei ansiosamente pela Namorada entrar no MSN diretamente de Londres para falar comigo. Eis que quando ela surge ela diz "precisamos conversar", e todo mundo sabe o que segue esta frase. Namoro ameaçado = ♀ em total desespero. Não me restava alternativa a não ser convencer a Namorada de que ela é a minha vida. E como se faz isso com a Namorada do outro lado do mundo?

Esperei chegar o horário comercial na manha seguinte e fui até a agência de turismo comprar as passagens. Liguei para a Boss-from-hell dizendo que havia tido uma emergência pessoal e que precisaria me ausentar por 10 dias. Infelizmente não tinham horários possíveis para embarcar naquele mesmo dia. Sexta de manha lá estava eu, indo para Londres. Fui mostrar para a Namorada que ela é a pessoa mais importante da minha vida, que amores assim desmedidos, sem limites, totalmente dedicados e loucos existem. Que pessoas fazem coisas cinematográficas por amores hollywoodianos da vida real e que a Namorada encontrou o seu grande amor, porque eu com certeza encontrei o meu, e é ela.

Cheguei lá no sábado. Eu realmente não sei esperar. Seriam só 10 dias e ela chegaria então nós poderíamos ter resolvido tudo. Mas eu não dormi, tive enxaqueca, dificuldade para respirar e deixei minha mãe preocupada só na madrugada de quarta para quinta, imagine por 10 dias. Também não podia arriscar, era um preço muito alto. Era o meu namoro em risco, meu futuro casamento, o resto da minha vida, das nossas vidas.

É claro que um ato desses conseguiu causar um pequeno impacto na opinião da Namorada sobre o NÓS. Fiquei em Londres por 2 dias e depois me juntei a excursãozinha dela e dos amigos para conhecer mais 3 países em 1 semana.

Sem querer realizei um sonho, fomos para o país que eu mais queria conhecer no mundo todinho. Era uma coisa extremamente mágica para mim, foi ainda mais perfeito por ela estar comigo, ser o motivo da viagem. Até encobriu um pouco a fantasia de ir para lá, o mais importante do que o lugar em si foi a causa. Poderia ter sido Xique-Xique na Bahia (sim, existe, procurei um nome de cidade estranha em um mapa) que teria tido o mesmo efeito. O importante era saber que eu estava novamente com ela. Realmente ESTAVA.

Voltamos juntas, estamos juntas. Não sei ao certo o que se passa pela cabeça da Namorada, ela provavelmente me acha totalmente maluca mas em mim isso tudo reanimou a paixão, serviu como novo gás, aumentou o valor de tudo. Me sinto ainda mais apaixonada, mais completa, mais feliz, mais satisfeita. Sei lá... loucuras são legais. Hehehe

Isso tudo foi MUITO insano. Teve consequências, menos porque tenho uma gerente bancária maravilhosa que empresta grana a baixos juros (Essa viagem foi um oferecimento de Bancos da Mamãe - Tradição de 22 anos investindo em loucuras pela felicidade da única filha), mas teve consequências que posso vir a dividir com nossos poucos leitores mais pra frente. A questão toda é que a vida é cheia de escolhas que não permitem hesitação, de atitudes que tem hora certa para serem tomadas focando nas prioridades que temos. Para mim a Namorada é total prioridade, minha felicidade é ela. Espero que agora ela tenha finalmente percebido isso, espero que nunca mais nenhuma de nós deixe dúvidas sobre a importância que temos uma para a outra. Foram essas dúvidas que geraram todo o problema que colocou o namoro em risco.

Por isso, caros e seletos (palavra bonita para "poucos") leitores: Digam o quanto vocês amam as pessoas que vocês amam. Lembram daquele meu papinho todo sobre falar nas entrelinhas? Falem nas linhas mesmo, em caixa alta, negrito, sublinhado e com fonte bem grande. Se vocês realmente amam "eu te amo" não vira "bom dia". Quando o amor existe forte "eu te amo" é "eu te amo" e precisa ser dito e eu, pelo menos, preciso escutar de vez em quando.


Eu gosto de viajar. Não gosto pouco não. Gosto muito! No segundo mês de namoro com a Namorada viajei com a minha mãe por 20 dias. Não foi a viagem mais livre de saudades da minha vida, nem perto. Na verdade foi uma viagem bem sofridinha mas isso não vem ao caso. Fato é que agora eu estou aprendendo a duras penas que difícil mesmo é ficar esperando alguém voltar.

Namorada viajou, foi passar três semanas do outro lado do oceano. Fico imensamente feliz por ela, acho que é uma viagem tremendamente merecida e quero que seja uma experiência perfeita pra ela. Fico a imaginando nos cenários dos países pelos quais ela está passando, imagino as fotos que ela vai ter pra me mostrar quando voltar e isso me deixa imensamente alegre. Adoro me imaginar vendo as coisas pelos olhos dela mas preciso confessar: não vejo a hora dela voltar! A primeira semana foi ok, mas pensar que ainda faltam duas me dá o maior aperto no peito. Olho pro calendário mais de uma vez por dia. Mesmo sabendo que o dia não acabou, espero que faltem menos dias pra ela voltar do que da ultima vez que eu olhei.

O lado bom é que isso define de uma vez por todas que eu não sei viver sem a Namorada, que separar a minha vida da dela é equivalente ao suicídio. Ela vive nos meus pensamentos e meu coração é totalmente dela, e vai com ela pra onde ela for. Mesmo que seja bem difícil ficar aqui sem coração, ele tá quentinho lá com ela.

Agora fico aqui pensando se eu causo essa agonia toda nas pessoas quando quem viaja sou eu. Penso isso enquanto a primeira semana de outubro vem chegando, quando o Sr. Opash prometeu mandar os detalhes do emprego em Dubai. Icluindo a data da partida.
Mesmo eu não estando contente com o baixo número de comentários que a primeira parte desse post juntou, publico a segunda logo esperando mais comentários, entenderam? Continuando a saga, o quarto envelope laranja estava no café em que fomos um ano antes e continha outro cartão:


E lá fui eu pro centro da cidade, onde o próximo cartão me esperava na recepção do prédio onde havíamos ido depois do sushi e muitas vezes depois.

Fui ansiosa para o café que mais frequentamos. Já me preparava para pedir mais uma vez para o responsável pelo lugar por um envelope laranja com meu nome escrito mas chegando lá encontrei a Namorada sentada em uma mesa, com meu último envelope laranja na frente dela.

Fiquei sem reação depois disso, e mesmo hoje eu ainda não sei nem muito o que comentar. Fica difícil falar alguma coisa que chegue a altura da surpresa que ela me fez. Ela ainda tinha minhas flores preferidas e uma caixa com um monte de coisas que eu gosto de comer esperando no carro.

Não vou negar que houveram alguns problemas logísticos no processo de pegar os cartões que atrapalharam um pouco o desenvolver da coisa, mas nem se eu tivesse tido que fazer o trajeto todo a pé e seria capaz de ignorar a beleza do presente, a dedicação da Namorada em planejar e preparar tudo. Aposto que muitos pensam em fazer algo assim mas poucos realmente põe uma coisa assim em prática. Por isso, e por muitos outros motivos, que eu amo tanto minha namorada. E tem como não ser perdidamente apaixonada por essa mulher?

Beijos
- ♀

PS. Alguns cartões foram toscamente editados para encobrir palavras que possam denunciar nossa localização geográfica e/ou identidades secretas.
Finalmente Namorada me enviou as imagens que eu precisava para dividir com vocês a surpresa linda que ela fez pra mim no dia do nosso aniversário de um ano de namoro. Como foi surpresa pra mim, e eu não sabia o que vinha pela frente, vou contando e mostrando a medida que as coisas foram acontecendo.

Primeiro ela me disse que viria me buscar aqui em casa pra fazermos algo as 19h e que era para eu estar pronta nesse horário. Quando a hora chegou, minha mãe me entregou um envelope laranja e disse "Não sei porque mas a Namorada disse pra eu te entregar isso só as 19h". (Quem segue o Twitter da Turma viu que nesse dia a Namorada apareceu do nada aqui no meu prédio quando eu deveria estar fora de casa mas quando me viu deu a desculpa de estar na região e tal e coisa. BA-LE-LA!) O envelope tinha o seguinte cartão:

Por mensagem ela me avisou que não viria me buscar não e que eu devia ir até lá. Então lá fui eu, com uma sensação ótima e super animada, coisas assim vindas da Namorada só poderiam ser memoráveis. Lá descobri que deveria pedir para o guarda do estacionamento se ele tinha algo para mim. O segundo envelope laranja tinha mais um cartão:

Se tratava de uma caça ao tesouro passando por lugares marcantes, lugares que eu já havia mencionado aqui no blog enquanto contava o começo do nosso namoro. O terceiro cartão estava no sushi e era assim:


Como o post esta ficando grande e vocês já sabem a continuação da série de encontros, por isso o suspense não vai ser tão grande, vou deixar a outra metade dos cartões para outro dia. Já deu pra ver que a minha namorada é incrível né?

Beijos
- ♀

PS. Alguns cartões foram toscamente editados para encobrir palavras que possam denunciar nossa localização geográfica e/ou identidades secretas.

Retendo líquidos

quarta-feira, junho 17, 2009 , , 3 comentários

Introdução:
Para vocês entenderem o seguinte diálogo de msn, entre Namorada e eu, primeiro eu tenho que admitir que nós nos tratamos por “Xuxu”. Eu sou Xuxu, ela é Xuxu. Somos Xuxus. Agora, ao diálogo:

♀ diz:
Eu tenti xixi.
♀ diz:
*tentei
♀ diz:
Nossa!
♀ diz:
* XUXU
♀ diz:
Hauahuahuahauha! Corrigi o “tentei” e super ignorei o “xixi”! Auahuhauahua!!!
Namorada diz:
;~
Namorada diz:
É uma mensagem subliminar, você me considera um xixi =(
♀ diz:
Ahuahuahuahuahuahuahua! Você me mata de rir xUxU!
♀ diz:
Se xixi você fosse, ao banheiro nunca mais eu iria. Ia segurar aqui na minha bixiguinha para todo e todo o sempre! 52
Namorada diz:
Haahhahahaha! Que psicopata!! Aehuahueha!!!

_____________

¬¬
Eu achei uma bela declaração de amor, não?
Ahuahuahuhauhauhau!

- ♀

Nesse feriado, Namorada e eu fizemos uma pequena viagem para uma das capitais estaduais desse Brasil varonil acompanhadas de um casal de amigas. No dia das namoradas fomos em um restaurante bonito, preparado para os casais. Tinha até um cardápio especial, decorado com corações, com pratos para duas pessoas. Não tínhamos feito reservas então entramos e colocamos o nome da Namorada na lista de espera. Não demorou muito e o senhor que cuidava das mesas chamou por “Namorado”, entendam que o nome da Namorada permite uma versão no masculino, tipo Maria e Mario. Corrigimos o moço sem muito empenho falando “é NamoradA” e nos levantamos para ir até a mesa. O pobre senhor ficou um pouco confuso com essa história de nome, deveria ser a única mesa da noite que não estava em nome de um rapaz.

A nossa mesa era redonda e comportava mais do que quatro pessoas. Sentamos eu e Namorada juntas em um lado da mesa, com bastante espaço sobrando entre nós e o outro casal de meninas sentadas na nossa frente, claramente identificando os casais. Enquanto todas, absolutamente TODAS, as demais mesas tinham um ou mais casais “tradicionais” e todos esses casais bebiam garrafas de vinho, a nossa mesa contava com quatro copos reluzentes de suco de laranja. Acho que a cena dos copos nos destacava mais dos demais do que o sexo das pessoas sentadas na mesa, juro. Foi o que eu mais achei engraçado.

Jantamos calmamente, fomos muito bem atendidas e me senti extremamente confortável. Fiquei bastante satisfeita com isso, era exatamente o que eu esperava. Na hora de pagar a conta o garçom até fez piadinha. Veio com a conta dentro da capinha, segurou-a no ar no meio da mesa e disse com leveza “então eu jogo pra cima e quem pegar paga” Sem nenhum tom de grosseria ou desconforto. Logo depois agiu com total naturalidade aceitando 4 cartões diferentes para quitar nossa dívida, um para cada moçinha na mesa (sim, nós somos moderninhas e dividimos nossas contas).

Deixei o restaurante super feliz, tendo jantado com a minha namorada como qualquer outro casal fez. Estar fora da nossa cidade nos permitiu passear de mãos dadas e trocar carinhos que não nos permitimos trocar em público por aqui. Foi muito, mas muito gostoso. O que eu mais gostei das comemorações do dia das namoradas desse ano foi isso, pude faze-lo como namorada. Sei que vocês entendem o que eu quero dizer.

- ♀

PS. Logo farei um post com o aniversário de um ano de namoro na versão da Namorada. Ela preparou uma surpresa linda pra mim, estou com muita vontade de dividi-la (a surpresa, não a Namorada!) com vocês.
A casa de André era na direção oposta do café, fomos até lá enquanto o sol nascia. No caminho até o café, que fica do outro lado da cidade, tentei segurar na mão dela enquanto dirigia, foi meio desajeitado e não segurei por muito tempo. Era a primeira vez que eu ficava sozinha de verdade com ela, nervosismo não descreve. Até chegarmos onde iríamos tomar café eram quase 8h da manhã. O café só abriria as 8:30. Esperamos no carro porque estava frio lá fora. Eu comecei a sentir sono, encostei a cabeça no volante em alguns momentos, já não sabia mais muito o que falar. Depois descobri que o meu sono fez ela pensar que eu não estaria interessada. Como eu poderia não estar interessada?

Quando o café abriu eu sentei em um sofázinho ao lado dela, ela pediu um café com avelãs, eu não faço a menor ideia do que eu pedi mas, alí ao lado dela, foi o melhor café do mundo. Foi chegando a hora de voltar para casa, levei ela até onde o carro dela estava. Quando chegamos, encostei o carro, desliguei o motor e fiquei lá, estática. Sempre fui meio covarde nessas horas. Eu não lembro se falei o quanto a noite tinha sido gostosa, do quanto tinha gostado da companhia dela. Não lembro se eu fui capaz de fazer coisa alguma. Ainda bem que a Namorada resolveu fazer alguma coisa. Antes de abrir a porta ela se inclinou na minha direção e me beijou. O melhor beijo da minha vida. Não vou nem tentar descrever o que eu senti porque não faria jus. Nos despedimos e ela foi. Eu não conseguia nem pensar direito de tanta euforia.

Dirigi até o final da rua onde sabia que ela não me veria mais e encostei o carro. Não tenho a menor vergonha de admitir publicamente que parei o carro para soltar um berro de alegria, dar uns pulinhos no banco e uns soquinhos no ar. Nunca tinha sentido nada igual. Nessa hora meu celular avisa que tinha recebido uma mensagem: "Desculpa, não resisti".

A resposta? "Foi perfeito!"

- ♀
Esse pode muito bem ter sido o primeiro encontro mais longo da história. 30 de maio foi uma sexta-feira no ano passado, o combinado juntava mais uma vez um bando de amigos meus e um bando dos dela. Iríamos todos nos encontrar para comer sushi depois da aula. Namorada se atrasou (coisa que, mais tarde, eu descobri ser costumeira) e eu fiquei timidamente interagindo com os amigos dela por um bom tempo até ela aparecer e sentar-se ao meu lado. A janta foi bem, todo mundo muito engraçado e colorido. Quando ninguém mais aguentava comer, transferimos o encontro de amigos para outro lugar lá perto. Com o tempo fomos perdendo soldados a medida que as pessoas iam indo embora.

Devia ser entre 2:00 ou 3:00 quando todo mundo resolveu ir embora mas eu não queria ir ainda, não queria de jeito nenhum ir ainda. Na rua todo mundo se despediu, deixei que os demais amigos se encaminhassem para seus carros e falei a coisa mais idiota do mundo para convencer ela a ficar mais um pouco comigo. Lembrei que numa das conversas no msn enquanto eu estava fora falamos de música e eu tinha comentado que para analisar meu gosto musical ela precisaria ver a lista de bandas do meu iPod. Estava com o iPod no carro e usei isso mesmo, convidei ela para ir até lá fazer a tal análise das músicas. Não sei como isso funcionou, mas funcionou. Só tinha um porém, um amigo meu estava de carona comigo, vamos chama-lo de André. André queria logo que Namorada e eu casássemos e tivéssemos uma penca de filhos então ele aguentou o calvário de ficar no banco de trás do carro ouvindo musiquinhas e participando esporadicamente da conversa por horas. Se um dia nós casarmos mesmo, ele será o padrinho. Mereceu pela paciência.

A conversa no carro foi como mais uma daquelas tantas no msn, gostosa, fácil, solta, agradável, empolgante. Só que muito melhor porque alí eu podia ficar olhando pra ela, ver seus movimentos, ver como a boca se movia quando ela falava, as feições do rosto, ouvir a voz. Já falei que ela era encantadora? Quando o sol começou a nascer o menino estava entregue ao sono, fiquei com pena do zumbi no banco de trás e perguntei para a linda menina ao meu lado se ela me acompanharia se eu o levasse até a casa dele com a proposta de irmos tomar um café depois. Tá aí uma das muitas coisas em comum, adoramos café.

- ♀
Já tinham se passado mais de 10 dias desde que nos conhecemos e ainda não tínhamos nos reencontrado. Eu estava ficando doente de vontade de vê-la. A exatamente um ano atrás era terça-feira, o dia mais aleatório do mundo para combinar de sair mas eu estava desesperada para ver a tal moça. Consegui, praticamente a socos, convencer um casal de meninos amigos meus a me acompanhar ao bar onde nos conhecemos e convidei ela para ir também. No processo de encontrar companhia para mim ela deu pra trás. O dia realmente não era muito bom. Mas aí eu já estava com os meninos no carro e fomos mesmo assim. A bateria do meu celular morreu no caminho, estar incomunicável estava me deixando louca. Vai que ela mudasse de idéia, sei lá! Pedi uma tomada emprestada para o moço do estacionamento e sentei lá enquanto o celular juntava carga o suficiente para permanecer ligado por mais alguns minutos. Nisso chega uma mensagem dela dizendo que estava comendo e me ofereceu um pouco. “Quer?” dizia a mensagem. Respondi “Não, quero você aqui”.

Entramos e o bar estava meio vazio, chato, monótono. Não teve santo que me animasse e até os meninos estavam de saco cheio. Aguentamos o máximo que pudemos e resolvemos ir para casa dormir que ganharíamos mais. Eu já tinha entregue minha comanda para a moça do caixa e estava com o dinheiro na mão quando alguém chamou minha atenção. Era ela. Ela tinha conseguido encontrar um amigo disposto a sair de última hora e acompanhar ela. Minha mensagem tinha funcionado.

Praticamente arranquei minha comanda da mão da mocinha e enfiei meu dinheiro de volta no bolso. Ela estar ali era o sinal que eu precisava, era o começo de algo grande, não restavam dúvidas. Ela queria me ver tanto quanto eu queria ver ela.

Lembro que pensei “nossa, como ela fica alta de salto!”. Foi uma noite meio tímida, que não foi até muito tarde por que era meio da semana e o bar fechava cedo. Eu estava nervosa, não queria fazer nada de errado. Ela conseguia mesmo me deixar muito nervosa. Nos despedimos com um beijo no rosto na frente dos amigos.

- ♀
Aquela menina não me saia da cabeça. Mesmo com a ressaca pesada enfrentada no dia seguinte eu só pensava nela. Eu não resisti, logo adicionei ela no Orkut e em seguida no msn. Passei a semana seguinte fora da cidade, visitando a família. Conversamos por horas todos os dias. Eu esperava ansiosamente até ela ficar online. Descobri que tínhamos muito em comum. Estávamos as duas fora do armário para a família, o que era ótimo, e as conversas fluíam muito bem. Ela era encantadora. Eu adorei aquele clima de descobrir mais sobre ela, de indiretas bastante diretas e de conquista. A semana demorou muito a passar até que eu voltasse para a cidade onde moramos. Ela já tinha me ganhado.

- ♀
Faz exatamente um ano hoje que eu conheci a Namorada.
Eu já estava ansiosa para conhece-la a algum tempo. A Namorada era uma amiga distante da minha melhor amiga da faculdade, doravante vamos chamar essa amiga de Anita.

Anita suspeitava que essa amiga jogasse para o mesmo time que eu, se é que vocês entendem, mas não tinha nenhuma prova concreta para essa suspeita. Eu estava empolgada para ajudar a Anita a descobrir se ela estava certa ou não. Fora isso, Anita já tinha mencionado essa amiga várias vezes nos últimos anos, dizendo que nós devíamos nos conhecer porque nos daríamos bem. Por algum motivo abstrato qualquer eu já tinha certeza de que ela estava certa, nós nos daríamos muito bem mesmo que ela não fosse da turma do colorê after all.
O destino resolveu esperar até que nós duas estivéssemos convenientemente solteiras e desimpedidas para programar esse encontro.

Naquela noite de sexta-feira elas haviam combinado de se encontrar em um barzinho que todos conhecíamos, Anita levaria seus amigos e Namorada os dela. Lembro perfeitamente de estar caminhando com Anita na faculdade enquanto ela confirmava pelo celular que a Namorada iria mesmo. Dei pulinhos, literalmente pulinhos, animados quando ela disse que sua amiga iria. Eu sabia que conhecer ela seria uma coisa importante.

Quando chegamos no bar ela e seus amigos já estavam lá, apresentações feitas eu fiquei menos animada. Namorada não parecia nada gay. Era feminina, cabelos compridos, delicada, e linda, muito linda. Não que lésbicas não possam ter todas essas características, mas eu pensei que seria simplesmente muito bom pra ser verdade. Além disso, Namorada estava com uma amiga que fez meu gaydar disparar. Pensei que se por ventura ela fosse mesmo lésbica, aquela seria sua namorada, não restava alternativa pra mim. Mesmo assim eu tentei ficar perto dela, lembro-me de ter sentado estrategicamente ao seu lado na hora das tequilas, as primeiras de muitas ingeridas pela galera. Lá pelas tantas da noite, não sei porque raios a Anita resolveu falar para a Namorada que eu estaria interessada na amiga dela. Tento até hoje descobrir de onde ela tirou essa calúnia. Acho que ela pensou, assim como eu, que Namorada era mesmo hétero.

Depois de algumas tequilas nós transferimos a festinha para o apartamento de um amigo da Namorada. Lá bebemos mais, conversamos, rimos, mas era um grupo grande e eu não tive coragem de me aproximar mais daquela menina tão bonita. O máximo que fiz foi mais uma vez ficar estrategicamente ao lado dela enquanto o pessoal conversava na sacada. Mesmo assim parece que eu perdi a hora que ela admitiu para a Anita que gostava de meninas. Acho que estava todo mundo muito bêbado para entender. Ao amanhecer o pessoal resolveu rumar para suas casas. Não sei como me deixaram dirigir depois de beber tanto.

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Score!

terça-feira, maio 05, 2009 , , 3 comentários

No msn:

[22:55:49] ♀ diz:
Me diz, como foi o dia?
[22:58:26] Namorada diz:
Também pensei em ti ^^
[22:58:45] ♀ diz:
Óoooooooin =****
[22:58:52] Namorada diz:
Hihihihihi Ganhei vários pontinhos né ^^

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Ganhou, Namorada. Várias moedinhas do Mario pra você!

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Nas entrelinhas

sexta-feira, abril 24, 2009 , , 9 comentários

Muitas vezes eu falo uma coisa pensando em outra.

Quando eu digo "juízo, mocinha!", na verdade quero dizer "eu te amo". Quando falo "se cuida tá?" estou dizendo "eu te amo". Quando peço "me liga quando estiver em casa para eu saber que chegou bem" o que eu realmente quero que saiba é que eu não conseguiria viver sem você caso algo acontecesse. Meu "dorme bem" é "eu te amo", meu "bom trabalho" é "sentirei saudades", meu "como foi seu dia?" é "passei o dia com você no meu pensamento". Meu "boa noite" e meu "bom dia" são "eu te amo mais e mais a cada dia e a cada noite que passo ao teu lado".

Tenho medo de transformar o "eu te amo" em frase banal, então camuflo em outras falas mas, em pensamento, repito que te amo todos os dias, várias vezes por dia.

Espero que todos sejam capazes de olhar além dos disfarces e entender o que as pessoas realmente falam quando não dizem o que pensam.

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