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Converted by Falcon Hive

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Post adaptado de praticamente um monólogo no meio de uma conversa de MSN com a Amiga Desenhista (única pessoa não-digital que me entende).

O amor não existe, é uma coisa idiota inventada pelos poetas de outrora pra venderem poesia. Que foi adotada por pessoas gananciosas como Shakespeare pra vender peças de teatro. Hoje em dia é mantida por idiotas preocupados em vender filmes, musicas, livros e presentes de Dia dos Namorados, lucrar com cerimonias de casamento, luas de mel, e, posteriormente, processos de separação. Só isso.

Mas eu super caí na pegadinha. Era inocente demais.

Agora a meta é me conformar e optar entre viver solteira e rancorosa ou settle for less, aceitar algo conveniente e chamar de amor para ser bem visto pela sociedade. Ou ainda virar uma canalha cuja missão é quebrar os mais diversos corações para espalhar a informação real de que amor não existe.

Resumo: Love sucks and it will only get you hurt. Badly and unrecoverably.


Ps. Depois não diga que eu não avisei.
A música tava tão grudada na minha cabeça hoje que eu me obriguei a superar o medo e voltar a ouvi-la.



Engraçando como eu sempre tive a impressão que chegaria a hora em que eu me identificaria totalmente com ela. É a hora.

Esse CD todo é muito bom, por sinal. Mas ele inteiro hits too close to home right now e é difícil voltar a ouvir. Sinto saudades de poder cantá-lo no carro sem maiores problemas. The Scripts é a banda, e como tudo o que é irlandês eles são muito bons. Fica a dica.

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PS. Tá, eu sei que não tá rodando o vídeo aqui mas cliquem nele e assistam direto no Youtube mesmo, a música é boa.
PS2. Coisas irlandesas me dão uma vontade absurda de tomar uma pint the Guinness! Impressionante!

Assassino de aluguel

segunda-feira, abril 05, 2010 , , , 14 comentários

Eu tenho uma dificuldade absurda em desistir. Nunca fui uma boa perdedora.

Fico pensando incessantemente em onde foi que eu errei. Ouvi que eu não tinha errado em nada mas eu discordo, consigo pensar em várias coisas. A maioria relacionada a não saber cultivar o amor. A deixar que nós duas nos acostumássemos muito, nos acomodássemos muito. Eu deveria ter cultivado melhor o negócio absolutamente ESPECIAL que tínhamos em vez de ter deixado que tudo se tornasse banal.

Das maiores às menores coisas. Tudo tem sido lembrado.
Eu deveria ter confessado antes que na verdade eu amava quando ela me chamava de "nenem". Algum amigo que eu não lembro falou que era brega e mimimi e eu fiquei com vergonha de admitir que achava lindo. Ela nunca mais me chamou assim mas o cartão que ela escondeu na minha carteira em uma das primeiras vezes que eu viajei durante o nosso namoro onde se lê "Oi Nenem ^^ Saudade! Beijos, Namorada xD" ainda está aqui na carteira. Foi a única coisa que eu ainda não consegui guardar na caixinha das coisas do namoro. Adotamos o "Xuxu" (alguns aí devem pensar que é tão brega quanto ou pior do que Nenem, não dou a mínima) mas me arrependo imensamente por nunca termos nos chamado de Amor com mais naturalidade. Por que diabos eu tive tanta vergonha de admitir mais vezes que é isso que ela é? Meu amor.

Nessa Páscoa eu só consegui pensar em como Páscoa feliz mesmo foi aquela em que eu viajei para a casa da vovó e ela ficou com a chave do apartamento para cuidar do gato como sempre fazia. Quando eu cheguei de viagem encontrei um chocolate, uma rosa e um cartão de feliz páscoa em cima da minha cama. Me tirou o fôlego e ainda tira. Me pergunto quando foi que eu deixei de tirar o fôlego dela, ou se já cheguei a tirar.

É muito difícil aceitar que todo o amor que eu sinto vai ter que ser afogado. Me parece um desperdício sem igual.

E eu não consigo fazer sozinha, nem consigo lidar com assassinos de aluguel.

Não acaba.

quinta-feira, abril 01, 2010 , , , 4 comentários

Existe uma leitora daqui que anda se transformando em amiga. Daquelas dos áureos tempos em que os amigos trocavam correspondências. Correspondemo-nos nos sentimentos que andam nos maltratando um pouco e na certeza de que o tempo nos permitirá a felicidade futura.

Essa amiga me enviou essa crônica do Marcelo Rubens Paiva no último e-mail. Alertou que não sabia se a leitura me ajudaria ou atrapalharia e quando li o título pensei "eu não quero ler isso" mas, tendo vindo de quem veio, achei que valeria a pena. Ao terminar a leitura decidi "EU PRECISO POSTAR ISSO!".

E aqui está a primeira participação direta da Amiga por Correspondência (e o nome se encaixa mais do que simplesmente pelo formato que a nossa conversa tem) no blog.

O amor acaba?

O cara disse. Numa esquina, num domingo, depois do teatro e do silêncio, na insônia, nas sorveterias, como se lhe faltasse energia. Ele não volta? Não deixa rastro ou renasce? Na esquina em que se beijaram uma vez, lá está, na sombra apagada pela luz, na poeira suspensa, na revolta da memória inconformada. Na solidão, lá vem ele, volta, com lamento, um quase desespero, e penso nos planos perdidos, que vida sem sentido… Na insônia, o amor cai como uma tonelada de lápide, e se eu tivesse feito diferente, e se eu tivesse sido paciente, e se eu tivesse insistido, suportado, indicado, transformado, reagido, escutado, abraçado? Na sorveteria, ele volta, o amor, em lembranças. Porque aquele sabor era o preferido dela, aquela cobertura era a preferida dela, aquela sorveteria era a preferida dela, aquela esquina, aquele bairro, aquele clima, aquela lua, aquele mês, aquela temperatura, aquela raça de cachorro, aquele programa de fim de tarde e aquele horário sem planos… No elevador, quantas saudades daqueles segundos em silêncio, presos na caixa blindada, vigiados por câmeras camufladas, loucos para se agarrarem, rirem, apertarem todos os botões, tirarem a roupa, escreverem ao lado do Atlasado: “Eu te amo”. Saudades é amor. Não se tem saudades do que não se amou. O amor não acaba, porque tenho saudades, me lembro dela, me preocupo com ela, torço por ela, e se sonho com ela, meu dia está feito. O amor não pode acabar, porque sem ela ou sem a esperança de revê-la, até a chance de tê-la de volta, não vejo a paz. Ela é uma trégua na minha guerra pessoal contra a minha paixão por ela. Amá-la me faz bem. Mesmo que ela não me ame, amo amá-la. Continuei amando desde o dia em que terminou. Passei meses amando como se não tivesse acabado. Ficaria anos amando mesmo se não tivesse voltado. O amor não acaba, muda. O amor não será, é. O amor está. Foi. Nas tantas músicas que ouvimos, que dançamos colados, trilhas das noites frias em que você sentava em mim nua, enquanto os meus braços imobilizavam os seus. Amor. O não-amor é o vazio. O antiamor também é amor. Eu te amava quando você respirava no meu ouvido. Lembra do meu dedo dentro de você? Amo-te, amo-te, amo-te. Instante secreto, sua boca incha, seus olhos apertam, suas unhas me arranham e você diz: Eu te amo! O amor acabou quando você se foi? Você sentiu saudades das minhas paredes, das cores das minhas camisas, da umidade da minha boca, do cheirinho do meu travesseiro, da minha torrada com mel, das noites pelados assistindo à tevê, dos vinhos entornados no lençol, do café da manhã com jornal, você sentiu falta de atravessar a avenida comigo de mãos dadas, de correr da chuva, de eu te indicar um livro, do cinema gelado em que vimos o filme sem fim, torcendo para acabar logo e ficarmos a sós, você sentiu falta da minha risada, inconveniência, de eu ser seu amante, noivo, amigo e marido, dos meus olhos te espiando, dos meus dentes mordendo e mastigando, ficou tanto tempo longe e pensou em nós especialmente bêbada ou louca, queria me ligar, me escrever, meu cheiro aparecia de repente, meu vulto estava sempre ali, acaba? Diz que acaba. Como acaba? Não acaba. Diz, não acaba. Repete. Falei? Não acaba. Pode virar amor não correspondido. Pode ser amor com ódio, paixão com amor. Tem o amor e o nada. Ah, mais uma coisa. Antes que eu me esqueça. O amor não acaba. Vira. Se acabar, não era amor.


Da primeira vez li O Pequeno Príncipe por ordem da professora do colégio. Não devia ter mais de 10 anos, li como eu lia todos os livros, imaginando cada cena, ouvindo cada diálogo mas não indo além disso. Naquela idade eu não era capaz ainda de entender as entre linhas, não vi a parábola que é O Pequeno Príncipe. Só li a história e ela sozinha não me encantou, não entendi aos meus 10 anos porque é um livro tão famoso. Como podem pessoas (príncipes, reis, beberrões, homens de negócios, vaidosos, geógrafos ou acendedores de lampiões) viverem sozinhas em planetas minúsculos? Como o príncipe viajava entre eles? Não fazia muito sentido.

Anos depois, já universitária, encontrei meu velho livro e resolvi ouvir àqueles que dizem que O Pequeno Príncipe não é uma história infantil e que deve ser lida por adultos e li o livro novamente. Já fui muito mais capaz de entender a beleza por trás da história fantasiosa, entendi alguns dos conselhos nele inscritos e gostei muito mais da história do que da primeira vez que tinha lido. Fiquei com a relação do Príncipe com sua rosa na cabeça e esses dias entendi de vez a história toda. Reli o livro mais uma vez e agora sim compreendo a separação do jovem monarca e da sua frágil flor e todos os sentimentos que acompanham a história deles. Entendi o que foi ensinado pela raposa, pelo jardim, tudo aquilo que as pessoas grandes deixam passar despercebido.


Eu nunca viajei à África, não atravessei o deserto mas encontrei esse lugar.

Conheci o Principezinho, já fui a sua rosa. Mas assim como no livro ele também escolheu me deixar para trás, presa no pequeno planeta dependendo apenas dos meus quatro pequenos espinhos e sem mais a proteção da redoma de vidro. Desde que isso aconteceu eu gosto mais de cada pôr-do-sol que acontece aqui no asteróide B 612 . Se eu pudesse, veria o sol se pôr quarenta e três vezes por dia, mas pequenas rosas têm raízes e não podem dar os pequenos passos necessários para isso.

Acho que o meu principezinho teve as mesmas dificuldades que o Pequeno Príncipe original teve com a rosa dele. Quem sabe um dia o meu principezinho encontre também uma raposa que o ensine as coisas importantes que eu não fui capaz e, com sorte, lembre-se também de uma certa rosa que já o tinha cativado.

A despedida me faz chorar, tenho o trigo que vejo em todos os cantos para me fazer lembrar e o barulho do vento no trigo é muitas vezes um som cruel mas prefiro isso à ser um cogumelo que nunca amou ninguém.

Me pergunto apenas por quanto tempo a rosa ficou a esperar o Pequeno Príncipe voltar. Será que ela se conformou que ele não mais viria? E o carneiro sem mordaça? Teriam todos os guizos se transformado em lágrimas?

_____________

Já ia me esquecendo. Encontrei um link com o livro em .pdf para baixar. Fiz o teste e funcionou. Tem coisas no post que fazem muito mais sentido quando se lê o livro.

Deixo aqui de presente para todos que ainda não leram.

O PEQUENO PRÍNCIPE.pdf

Fim.

domingo, fevereiro 28, 2010 , , , , 17 comentários

Antes o título se referisse ao fim do blog, mas não. É fim de namoro mesmo. Veio totalmente inesperado pra mim e está sendo difícil assimilar.

Viajei a trabalho no começo da semana, antes de ir tivemos uma briga mas que também resolvemos antes de eu viajar. Foi pelo mesmo motivo que desencadeia quase todos nossos desentendimentos: a falta de demonstração de carinho da parte dela, que me deixa irritada, que me faz ser grossa, que faz ela ser ainda menos carinhosa que me deixa insegura e assim vai, um never-ending-circle.

Na conversa que seguiu a briga eu achei que a gente tivesse finalmente se entendido direito e que tínhamos dado um passo para a frente. Viajei totalmente apaixonada, como sempre fui. Enquanto eu estava fora conversamos pouco mas normalmente, eu estava muito ocupada, ela parecia compreensiva. Sexta a noite saí com a Pri, do DUPA. Foi muito bom finalmente a conhecer pessoalmente. O assunto mais comentado da noite foi definitivamente os nossos respectivos namoros. Eu, toda "panaca" que sou, comentei da falta de carinho mas que era o jeito dela, que nos amávamos, que eu me casaria com ela, mimimi. Mandei mensagens babonas de saudades, não via a hora de voltar.

Hoje, a caminho de casa, recebi uma mensagem dela dizendo que queria conversar comigo, para eu ligar quando chegasse, não interessava a hora, e que se eu não estivesse muito cansada da viagem ela viria conversar comigo. Cheguei a 1h 30m da madrugada, liguei e ela veio. A recebi com um abraço caloroso, estava mesmo com saudades mas eu sabia que tinha alguma coisa errada ou ela não teria falado que queria conversar. Confesso que pensei que ela tivesse me traído, uma ex dela que agora mora no exterior esta na cidade e elas se viram durante a semana. Imaginei que ela viria, confessaria, eu teria muita raiva mas tentaríamos resolver, sei lá.

Quando disse para ela falar ela hesitou, perguntei "o que você fez?" "Eu não fiz nada!" foi a resposta. Eu sei que ela sabia do que eu estava falando então já não era isso. "Fala logo!" ela chora "Prometi que não ia chorar". Eu sabia que era sério, normalmente ela não chora.
Ela disse que entendia todas as minhas reclamações por falta de carinho e que eu tinha razão, que ela não sentia mais o mesmo, que éramos mais amigas do que namoradas. Absurdo! Calunia! Ela pediu para eu a abraçar, eu abracei. Eu amo ela com todas as fibras do meu corpo, falamos disso na ultima briga. Eu olho pra ela com cara de idiota apaixonada com quase 2 anos de namoro, tenho tesão, quero perto, quer junto, quero beijar. Ela não, pelo jeito. Todas as vezes que eu falei que parecia que ela não gostava de mim eu estava certa, ela que me enganava dizendo "Como não gosto? Passo o dia todo, todos os dias do teu lado! Se não gostasse não passaria." E olha que não foi só uma vez que ela alegou isso.

Ela teve outras chances de terminar comigo, quando eu mesma já tinha terminado ou estava certa de que não tínhamos muita esperança ela vinha e falava que era idiotice minha. Agora que eu estava mais forte do que nunca, mais apaixonada do que nunca, mais confiante do que nunca, agora ela percebe que eu estava certa mesmo? Como assim!!!! Primeiro eu não acreditei muito nisso, não fazia sentido, ela deve estar exagerando, não é possível. Eu nem me desesperei muito porque não podia ser sério mas ela continuou lá, chorando e irredutível. Pedi pra deitar do meu lado, ela não quis.

Aí veio a raiva, o ódio. Que merda! Porque ela me enrolou? Porque me enganou? Falei que ela tinha me iludido, me feito voltar a acreditar numa coisa que já não existia mais. Que ela tinha sido egoísta, que deveria ter me deixado ir quando eu terminei com ela e tinha interesse em outra menina. Falei que ela tinha me feito de idiota e que eu era muito muito muito burra por ter acreditado nesse amor, por ter insistido, por ter me dedicado, por ter viajado por ela, investido nisso. Ela chorou mais. Eu chorei mais. Chorei no colo dela. Fiquei com raiva, acusei mais um pouco de ter me iludido, falei e falei de novo que eu era uma burra idiota. Ela perguntou se devia ir embora, falei que eu queria pedir pra ficar mas honestamente queria mandar ela se foder. Ela falou que iria embora, pedi que trancasse a porta quando saísse. Pego a chave dela outra hora.

Assim que a porta do apartamento se fechou a do quarto da minha mãe se abriu. Ela veio, sentou do meu lado, segurou minha mão, perguntou o que tinha acontecido. Contei por cima, chorei, xinguei, falei que quem perdia era ela. Que o problema era ela. Que a minha parte eu fiz. Acredito em tudo isso, mesmo que parcialmente. Eu faria tudo por ela, agora não vou mais me rebaixar. Ela tá perdendo a pessoa que mais amou ela na vida, eu a que mais amei. Não acho que ela realmente tenha percebido o que estava fazendo antes dessa semana, mesmo assim é muito injusto. Me sinto enganada. Como se tivesse me dado um futuro com ela e agora arrancado.

Desde então a raiva troca de lugar com a tristeza em um rodízio constante.
Não consigo acreditar que não tenho mais a Namorada. Preferia só odiar.
Não, não se trata de um post religioso. Apaguem suas tochas, brejeiras!


Minha mãe tem um colega de trabalho que a conheceu quando ela estava grávida de mim e se transformou em grande amigo da família, por vezes me tratando como filha e me aconselhando como um pai cuidadoso. Já tivemos conversas profundas sobre diversos assuntos no decorrer dos anos e dou ouvidos a tudo o que ele fala porque sinto nele um carinho enorme por mim. Muito do que ele fala soa como se ele tivesse planejado ter aquela conversa comigo, como se ele soubesse que seria importante para mim, que faria diferença ou que era algo que eu precisava escutar. Por isso valorizo muito cada conselho ou palavra de reconhecimento que recebo dele. Sendo assim, decidi que leria um livro indicado por ele, mesmo sabendo que era um best seller a lá Oprah's Book Club que envolvia um bizarro encontro com Deus em uma velha cabana mágica, ou algo assim.

Esse amigo me pediu para ler A Cabana de mente aberta, deixando de lado essa coisa toda de religião e Deus, apenas prestando atenção aos conselhos do livro. Não discuti porque sei que ele, assim como eu, não é um cristão fervoroso então não estaria tentando me vender um blá blá blá religioso como tentativa de me converter nem nada disso. Dei uma chance pro livro. A leitura não tem me empolgado muito não. Estava indo bem até o tal Deus literalmente surgir como personagem da história. 98% das falas do Sr. Deus (em qualquer uma das 3 "formas" dele no livro) não fazem sentido nenhum, e mesmo as que fazem sentido eu não dou muito crédito porque quem é esse tal de William P. Young (o, agora milionário, autor) pra saber como é Deus e o que ele Ele diria? Mesmo as falas que fazem sentido são evasivas demais, muita conversinha mole pro meu gosto. Enfim, não curti.

Eis que na página 115 finalmente algo me chama a atenção. Deus, respondendo ao seu "filho" que perdeu a fé, diz:

"... A confiança é fruto de um relacionamento em que você sabe que é amado. Como não sabe que eu o amo, não pode confiar em mim."

Brilhante! Perfeito. A fonte pode não ter sido das melhores mas essa frase é muito verdadeira. Faz total sentido, claramente não só ao se tratar do relacionamento das pessoas com Deus, mas em qualquer relacionamento.

Questões relacionadas à segurança, confiança e demonstrações de carinho são um assunto recorrente em blogs que eu acompanho, nas perguntas do Formspring e nas conversas que tenho com algumas de vocês no MSN e essa frase resume tudo muito bem. Eu tento falar que as namoradas-menininhas de vocês precisam ser paparicadas pra se sentirem amadas e assim deixarão de ser inseguras, né?

Então, minhas caras.
Deus concorda comigo! Hahahahah
Se tem uma coisa que eu não esperava sentir antes de ter filhos adolescentes é essa agonia que me dá quando a Namorada não responde minhas mensagens nem atende o celular a noite.

Quando a gente começa a criar asinhas e sair a noite e nossos pais ficam em casa todos insones, preocupados e agoniados até estarmos a salvo no conforto das nossas caminhas a gente acha exagero deles, dá de ombros quando eles pedem que por favor liguemos para casa para assegurarmos que chegamos bem ao nosso destino, que estamos bem, que vamos ficar seguros e mimimi. Aí eles nos dizem que quando nós tivermos nossos filhos nós entenderemos. E a gente fica na mesma porque pensa que ainda vai demorar taaaaanto até lá que nem importa.

Pois bem, eu estou bem longe de ter filhos, quanto mais de ter filhos adolescentes, mas já sei bem como é. Tanto que cá estou eu sem conseguir deitar a cabeça no travesseiro.

Como dito no post anterior, estou no interior, e portanto longe da Namorada. Mesmo assim a gente sempre se acha no msn eu acaba trocando mensagens de boa noite mas hoje eu fiquei sem noticia nenhuma, mensagens não foram respondidas e o celular não foi atendido. Eu nem deveria me importar porque é meio típico dela largar o celular por aí e eu até sei onde ela deve estar a essas alturas e tudo mais mas o problema é só um: eu amo. Amo pra caralho. E isso implica naquela preocupação toda exemplificada acima pelos nossos paranóicos pais de alguns anos atrás.

Sou uma bobapaixonada panaca e não consigo evitar a preocupação. Já fico pensando em todas as merdas que podem ter acontecido. Que talvez ninguém queira me avisar das merdas porque eu tô longe, tenho 600 km pra dirigir até chegar lá e já volto amanha de qualquer jeito e mimimi. Filhos adolescentes e namoradas amadas não sabem o quanto isso é cruel, não sabem mesmo.
E pra eu ter uma boa noite de sono seria tão simples...
Não sou muito boa nesse negócio de esperar.
Definitivamente.

Em uma noite de uma quarta-feira como outra qualquer, esperei ansiosamente pela Namorada entrar no MSN diretamente de Londres para falar comigo. Eis que quando ela surge ela diz "precisamos conversar", e todo mundo sabe o que segue esta frase. Namoro ameaçado = ♀ em total desespero. Não me restava alternativa a não ser convencer a Namorada de que ela é a minha vida. E como se faz isso com a Namorada do outro lado do mundo?

Esperei chegar o horário comercial na manha seguinte e fui até a agência de turismo comprar as passagens. Liguei para a Boss-from-hell dizendo que havia tido uma emergência pessoal e que precisaria me ausentar por 10 dias. Infelizmente não tinham horários possíveis para embarcar naquele mesmo dia. Sexta de manha lá estava eu, indo para Londres. Fui mostrar para a Namorada que ela é a pessoa mais importante da minha vida, que amores assim desmedidos, sem limites, totalmente dedicados e loucos existem. Que pessoas fazem coisas cinematográficas por amores hollywoodianos da vida real e que a Namorada encontrou o seu grande amor, porque eu com certeza encontrei o meu, e é ela.

Cheguei lá no sábado. Eu realmente não sei esperar. Seriam só 10 dias e ela chegaria então nós poderíamos ter resolvido tudo. Mas eu não dormi, tive enxaqueca, dificuldade para respirar e deixei minha mãe preocupada só na madrugada de quarta para quinta, imagine por 10 dias. Também não podia arriscar, era um preço muito alto. Era o meu namoro em risco, meu futuro casamento, o resto da minha vida, das nossas vidas.

É claro que um ato desses conseguiu causar um pequeno impacto na opinião da Namorada sobre o NÓS. Fiquei em Londres por 2 dias e depois me juntei a excursãozinha dela e dos amigos para conhecer mais 3 países em 1 semana.

Sem querer realizei um sonho, fomos para o país que eu mais queria conhecer no mundo todinho. Era uma coisa extremamente mágica para mim, foi ainda mais perfeito por ela estar comigo, ser o motivo da viagem. Até encobriu um pouco a fantasia de ir para lá, o mais importante do que o lugar em si foi a causa. Poderia ter sido Xique-Xique na Bahia (sim, existe, procurei um nome de cidade estranha em um mapa) que teria tido o mesmo efeito. O importante era saber que eu estava novamente com ela. Realmente ESTAVA.

Voltamos juntas, estamos juntas. Não sei ao certo o que se passa pela cabeça da Namorada, ela provavelmente me acha totalmente maluca mas em mim isso tudo reanimou a paixão, serviu como novo gás, aumentou o valor de tudo. Me sinto ainda mais apaixonada, mais completa, mais feliz, mais satisfeita. Sei lá... loucuras são legais. Hehehe

Isso tudo foi MUITO insano. Teve consequências, menos porque tenho uma gerente bancária maravilhosa que empresta grana a baixos juros (Essa viagem foi um oferecimento de Bancos da Mamãe - Tradição de 22 anos investindo em loucuras pela felicidade da única filha), mas teve consequências que posso vir a dividir com nossos poucos leitores mais pra frente. A questão toda é que a vida é cheia de escolhas que não permitem hesitação, de atitudes que tem hora certa para serem tomadas focando nas prioridades que temos. Para mim a Namorada é total prioridade, minha felicidade é ela. Espero que agora ela tenha finalmente percebido isso, espero que nunca mais nenhuma de nós deixe dúvidas sobre a importância que temos uma para a outra. Foram essas dúvidas que geraram todo o problema que colocou o namoro em risco.

Por isso, caros e seletos (palavra bonita para "poucos") leitores: Digam o quanto vocês amam as pessoas que vocês amam. Lembram daquele meu papinho todo sobre falar nas entrelinhas? Falem nas linhas mesmo, em caixa alta, negrito, sublinhado e com fonte bem grande. Se vocês realmente amam "eu te amo" não vira "bom dia". Quando o amor existe forte "eu te amo" é "eu te amo" e precisa ser dito e eu, pelo menos, preciso escutar de vez em quando.





Ah o outono, estação tão interessante... Tempo de mudanças intensas na natureza, a temperatura vai caindo anunciando o inverno, as folhas dançam alegremente até o chão, o vento sopra forte e exige que você tire do armário aquela roupa mais pesada a tempo esquecida no fundo do guarda-roupas, os passarinhos já não cantam tão cedo! Até o dia muda, se despede mais cedo dando lugar a noite, esta por sua vez vem longa e fria...
Tudo isso acontecendo a sua volta e você só consegue pensar em uma coisa: O DIA DOS NAMORADOS ESTÁ AI E EU NÃO TENHO NINGUÉM!
Que se danem as mudanças de temperatura, que queimem as malditas folhas, que o vento vire um tornado! Você não está nem ai para aquele monte de roupa velha cheirando a naftalina! E se ver o bendito passarinho que canta as 6h da manha na sua janela é capaz de mata-lo!

Não importa se você gosta de homens, mulheres ou árvores, passar o outono sozinho é ruim, sem falar no maldito dia dos namorados que está ali só para lembrar que você não tem ninguém (Obrigado sr.inventor do dia dos namorados) enquanto aparentemente todos a sua volta estão de mãos dadas dando beijinhos de esquimó! Tenham piedade da pobre alma solitária!

Alem disso começam a aparecer todos aqueles programas para se fazer "acompanhada". Fondue, massas acompanhadas por vinhos, filmes com pipocas e edredom, final de semana na fazenda de não sei quem, aonde todos as outras pessoas que vão estão acompanhadas. Ninguem quer mais sair na "night", afinal está frio e estando acompanhada existem melhores programas para se fazer. Aos poucos vamos perdendo soldados, eles vão desertando e começam a lutar ao lado dos alcoviteiros¹. A cada esquina acham alguem que seria perfeita pra você! Isso até parece ser dom de quem está namorando.

Em fim, outono é uma estação de transição, mas pode ser uma boa hora para se achar um novo alguem, passou a farra do verão-praia-e-azaração, as pessoas estão querendo um lugar para fazer ninho. E ainda tem o dia dos namorados aonde quem não tem ninguem está querendo achar. Até por que o tempo está passando e no inverno pode ser pior!



E você, já tem cobertor de orelha para os dias frios?

¹- al.co.vi.tar, Inculcar, servindo de medianeiro em relações amorosas.²

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